Porto Piauí fecha parceria com universidade portuguesa e mira rota de grãos para a Europa em 2027
Protocolo com a Universidade de Coimbra vai avaliar o fornecimento de energia renovável a navios atracados em Luís Correia; companhia prevê para 2027 a primeira operação de grãos com o Porto de Aveiro.
Protocolo com a Universidade de Coimbra vai avaliar o fornecimento de energia renovável a navios atracados em Luís Correia; companhia prevê para 2027 a primeira operação de grãos com o Porto de Aveiro.
A Companhia Porto Piauí, estatal que administra o terminal marítimo de Luís Correia, assinou um protocolo de cooperação com a Universidade de Coimbra, em Portugal, para estudar a implantação de um sistema que fornece energia elétrica de fontes renováveis aos navios enquanto estão no cais. O acordo foi divulgado nesta quarta-feira (14) pelo Governo do Piauí. No mesmo movimento de aproximação com Portugal, a companhia afirma que a primeira operação de grãos com o Porto de Aveiro deve ocorrer em 2027.
O acordo com Coimbra
O protocolo foi assinado no início de outubro pelo diretor de Desenvolvimento de Negócios da Porto Piauí, Brunno Gonçalves, em nome do presidente da companhia, Raimundo Dias Jr. Pela universidade, assinou o vice-reitor para a Inovação, Relação com Empresas e Empregabilidade, Nuno Mendonça. A negociação foi intermediada pela Investe Piauí, agência estadual de atração de investimentos.
A tecnologia em estudo, conhecida como Onshore Power Supply (OPS), liga a embarcação a uma fonte de energia em terra. Com isso, os motores auxiliares a combustão, que costumam permanecer ligados para manter iluminação, comunicação e ventilação a bordo, podem ser desligados durante a atracação. Segundo o governo estadual, a medida reduz o consumo de combustível e as emissões de gás carbônico na área portuária. O equipamento foi desenvolvido no campus da universidade em Figueira da Foz e será avaliado quanto à viabilidade técnica e econômica no Terminal de Uso Privado (TUP) de Luís Correia.
A rota de grãos
Em abril, a Porto Piauí firmou um memorando de entendimento com o Porto de Aveiro. De acordo com Brunno Gonçalves, em declarações divulgadas nesta quarta-feira, os dois terminais trabalham com perfil semelhante de navio, o que torna as operações compatíveis, e a primeira carga de grãos entre eles está prevista para 2027. Na pauta de exportação, o mel aparece como principal produto, seguido do algodão; os grãos ainda estão em negociação. No sentido inverso, a companhia mira a importação de azeite e vinhos.
Segundo a companhia, o canal de acesso a Luís Correia tem 7 metros de profundidade na maré baixa e 9,5 metros na maré alta. O terminal recebeu seu primeiro navio de carga em junho, o graneleiro Konta II, de 109 metros de comprimento.
Por que importa
O Porto Piauí é a principal aposta do governo estadual para reduzir o custo logístico da produção piauiense, hoje escoada sobretudo por portos de estados vizinhos. Acordos com terminais estrangeiros indicam a tentativa de transformar a estrutura recém-inaugurada em rota comercial regular, mas a operação de grãos ainda depende de negociação.
Fonte: Governo do Piauí (nota de 14/10/2026); Companhia Porto Piauí, em declarações de seu diretor de Desenvolvimento de Negócios.
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