Delegado regional de Barra do Corda é afastado por 90 dias em operação anticorrupção
Operação da Seccor cumpriu quatro mandados de busca em Barra do Corda e Grajaú; a investigação começou com uma denúncia anônima ao Gaeco e corre em segredo de Justiça
Operação da Seccor cumpriu quatro mandados de busca em Barra do Corda e Grajaú; a investigação começou com uma denúncia anônima ao Gaeco e corre em segredo de Justiça
O delegado regional de Barra do Corda (MA), Cleosnaldo Brito Siqueira Júnior, conhecido como Brito Júnior, foi afastado das funções por 90 dias nesta quarta-feira (14), durante operação da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor), da Polícia Civil do Maranhão. Outras três pessoas também foram afastadas.
As buscas
Os agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em Barra do Corda e Grajaú. Em Barra do Corda, as buscas ocorreram na Delegacia Regional e na casa do delegado. Em Grajaú, a polícia esteve na delegacia do município e em um sítio do pai de Brito Júnior, onde apreendeu uma arma de fogo e munições. A ação teve apoio do Grupo de Resposta Tática (GRT), da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic).
O caseiro do sítio, que também presta serviços na delegacia, foi preso em flagrante por suspeita de porte ilegal de arma de fogo.
O que se sabe da investigação
Segundo a superintendente da Seccor, a apuração começou após uma denúncia anônima ao Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão. O caso tramita em segredo de Justiça, e o motivo da investigação não foi divulgado.
Além do delegado, a operação apura a conduta de um policial e de outros servidores ligados à Delegacia de Grajaú.
As restrições
Além do afastamento, Brito Júnior teve a arma funcional recolhida e está proibido de se aproximar da delegacia e dos policiais investigados. Enquanto durar a medida, a Delegacia Regional fica sob o comando interino do delegado Eduardo Galvão, titular do 1º Distrito Policial de Barra do Corda.
O que diz o delegado
Em nota, Brito Júnior afirmou que aguarda acesso aos autos da investigação. Segundo ele, o pedido para consultar o material foi negado, o que, na sua avaliação, configura cerceamento do direito de defesa.
Fonte: Polícia Civil do Maranhão (Seccor), com informações do Imirante.
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