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Coligação de Rafael Fonteles elege 27 dos 30 deputados da próxima Assembleia do Piauí

Resultados oficiais do TSE mostram que apenas o PP, da coligação derrotada na disputa pelo governo, conquistou cadeiras fora do grupo do governador

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O governador do Piauí, Rafael Fonteles, discursa em evento em Teresina. Foto: Governo do Piauí/Divulgação
O governador Rafael Fonteles (PT) durante evento em Teresina, em maio de 2026. Foto: Governo do Piauí/Divulgação

Resultados oficiais do TSE mostram que apenas o PP, da coligação derrotada na disputa pelo governo, conquistou cadeiras fora do grupo do governador

Os partidos da coligação que reelegeu o governador Rafael Fonteles (PT) conquistaram 27 das 30 cadeiras da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) para a legislatura que começa em 2027. As outras três ficaram com o Progressistas (PP), que integrou a coligação adversária na disputa pelo governo. Os números constam dos resultados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do primeiro turno, realizado em 4 de outubro.

Fonteles foi reeleito com 70,90% dos votos válidos pela coligação A Força do Povo, formada por Republicanos, PDT, MDB, PSD, PCdoB, PT e PV. O segundo colocado, Joel Rodrigues (PP), teve 27,54% pela coligação Juntos pelo Piauí, integrada por Podemos, PP, União Brasil e PL.

A nova bancada

A Federação Brasil da Esperança, de PT, PCdoB e PV, elegeu 14 deputados estaduais: 13 do PT e um do PV. O MDB ficou com oito cadeiras, e o PSD, com cinco. A Federação União Progressista, de União Brasil e PP, conquistou três vagas, todas preenchidas por candidatos do PP. Nenhum outro partido ou federação alcançou cadeira. O quociente eleitoral foi de 70.153 votos.

Pelo PP, foram eleitos Júnior Percy, Zé Fernando e Gustavo Neiva. Entre os eleitos do MDB está o atual presidente da Alepi, Severo Eulálio.

Como fica a divisão

Somadas, as bancadas de partidos da coligação governista representam 90% da Casa. A composição pode mudar ao longo do mandato, com trocas de partido nas hipóteses previstas na legislação eleitoral e com a posse de suplentes.

Por que importa

Cabe à Assembleia votar o orçamento estadual e os projetos enviados pelo Executivo, julgar as contas anuais do governador, com base no parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado, e fiscalizar os atos do governo. Na próxima legislatura, a bancada eleita fora da coligação do governador terá três dos 30 votos.

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral, resultados oficiais das eleições de 2026 no Piauí (governador e deputado estadual, 1º turno).

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